Meteoro-logia

Num sonho, era Deusa
das mãos diluiam-se universos.

E os silêncios de todas as cores
encaixavam enigmas
em sinuosas silhuetas hesitantes
que se desbotavam.

(A vilania deste cérebro errante
cujas falhas sinapses escarra…)

Da monocromia, fez-se um ponto
Do grito, veio o espanto
que nenhuma antiga prece ou encanto
era capaz de apagar.

A voz, vacilante, por ora rasgava a terra
outra vezes, violenta, despencava em pranto.
E todo o céu se encontrava em mar
Oh! Céu-mar, céu-mar…

Minha boca sobre a tua
(I)mortaliza-se.

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