Prudência

Em meio ao desespero lunar
a manta cobre o rosto, sempre defeituosa,
Raios atravessam, racionalizam-se.

O cheiro do corpo
desliza pela janela, indolente,
Flores invisíveis me decompõem.

Um uivo distante, o espelho
seus dentes ecoando naquilo que nos perde
breve instante: reflete.

Cruel queda! Jogo-me à cratera
Último relance, quimera
me vejo, infinitamente.

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