Sina

Eis que hoje

me apago,

De que vale

a vida

sem afago?

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Duas semanas

A costa do mar é a mesma
pela qual minhas mãos
suaves e lânguidas percorreram
as marés de sua ossada
as estrelas difarçadas em pintas
preciosos rompantes de pele-areia
que, movediços, me afogam.

O tornado que dança em seus olhos
furiosos deuses verde-âmbar
encurtam meu pulsar, entorpece
Minhas luas correm ao avesso
refletidas na imensidão da boca
do horizonte. Seus lábios tropeçam,
insensatos, em cada sonho meu.

Meu dedo gentilmente alcança
sua alma, ignorando seus impropérios
As palmas coladas aos ouvidos
conchas que suspiram, inconscientes
“não vá, não vá, não vá…”
Ainda me deixa, costas vazias
A vida segue, os joelhos sucumbem.